Se você se grampeasse, o que ouviria? Você pode imaginar um gravador interno que realmente pode repetir o que você diz quando ninguém mais está ouvindo? O que aconteceria se, ao voltar para casa no final do dia, baixasse as gravações de conversas que teve consigo mesmo ao longo das últimas horas? Que frase você ouviria com mais frequência? Será que suas declarações pessoais seriam positivas ou negativas? E se pudesse fazer um exercício como esse, o que o conhecimento desses áudios internos o ensinariam?
Primeiro, você seria certamente surpreendido, talvez, até mesmo, chocado, se ouvisse. O fato é que, na maioria das vezes, temos pouca consciência do nosso próprio diálogo interno. E ainda este “autodiálogo” possui um enorme impacto sobre a forma como você se sente a respeito de si mesmo e diante das situações. Também impacta a maneira como você age e ainda reforças suas crenças sobre o mundo. Seu diálogo interior é uma ferramenta primária para a realização de sua amabilidade e, assim, seu valor, mesmo nos momentos mais comuns de sua vida diária.
Por exemplo: imagine que você está no seu caminho para casa no final de um dia longo. Não consegue parar de pensar em uma conversa dolorosa que teve com um colega. Todos os lampejos da cena surgem diante de você novamente. Três ou quatro comentários com palavras duras voam a partir de sua boca e o rosto de seu colega ficas vermelho, os lábios estreitos, os olhos enchem de lágrimas, e sua voz fica macia e silenciosa.
Ele se entristece, e não sabe lidar com o que você disse. Você sente incomodado todo o caminho até sua casa e, depois, quando já está em casa, se sente arrependido e envergonhado.
O que estava acontecendo com você? Vamos reproduzir novamente seu áudio interno e descobrir.
Ponha-se de volta no refeitório, de volta ao meio da conversa. O que você estava dizendo a si mesmo: Esta conversa não vai muito bem. Eu não acho que ele me respeita muito. Acho que está vindo para cima de mim. Tenho que dá um jeito nele antes que eu perca mais seu respeito.
Então, é por isso que suas palavras saíram tão rápido e tão rispidamente?
O que sabemos cientificamente é que você pode realmente se irritar com suas conversas internas. Você pode ouvir seu diálogo interior e usá-lo para reforçar, como nunca antes, o seu valor, suas crenças, sentimentos e comportamentos.
Sabe-se que o profundo senso de importância e autovalor de uma pessoa é o princípio fundamental para uma boa saúde emocional. Além disso, as pessoas não podem ter um profundo senso de autovalor até que desenvolva um nível de diálogo interno que, geralmente, promove esta indispensável condição interior.
O fato é que, se as pessoas não tiverem um sentido permanente de sua profunda importância, estarão vulneráveis a negociações com cada falsa fonte sobre seu próprio valor e convicções. A maioria de nós, em um momento ou outro, precisa ser encorajado ou lembrado do poderoso efeito do diálogo interno.
Pessoas saudáveis estão conscientes do que dizem a si mesmas, como dizem, e quando dizem. Além disso, sabem que se sintonizar com o seu diálogo interior desbloqueia o segredo para o contentamento emocional, realização pessoal, melhor desempenho e adequada autoestima. Pessoas saudáveis usam o diálogo interior racional como seu passaporte para novas amizades, sucesso e dignidade.

